Papai no comando

Ao pensar numa daquelas batalhas antigas cheias de armaduras, espadas, cavalos e emboscadas mirabolantes, sempre veremos à frente do exército seu líder. Ele é forte, corajoso e destemido. Sua voz é firme, imponente e suas ordens são sábias e certeiras. Com ele no comando, ninguém precisa temer, com certeza, venceremos! 

O mesmo cenário deveria ser visto em nossas casas quando nos reunimos para o culto doméstico: família em volta da mesa pronta para o embate; bíblias à mão, o escudo da fé, o capacete da salvação e o comandante à frente dando as ordens. Quem é ele? Papai!

E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).  Nos versículos anteriores a esse, Paulo se refere aos pais como casal utilizando a palavra (γονεῦσιν): “Filhos, obedecei a vossos PAIS no Senhor” e separadamente no verso 2: PAI (πατέρα) e MÃE (μητέρα): “Honra a teu PAI e a tua MÃE”. Porém, no verso 4 ele se direciona aos homens (πατέρα), especificamente, dizendo que sobre eles está a responsabilidade de criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Por isso, a ordem primeira é dada aos pais, aos homens, o líder da casa, o cabeça do lar, aquele que governa, que provê, que ama e que ensina. 

Salomão, em um de seus provérbios, diz o quanto seu pai o ensinava. Dentre tantas coisas compartilhadas, uma foi muito especial: “guarda o coração de onde procedem as fontes da vida” (Provérbios 4. 23). Assim deve ser com nossos filhos! Eles devem ter a presença de um pai que crê, ouve e ensina. Aquilo que os pequenos estão tão curiosos por saber a ponto de não aguentarem “até amanhã” precisa ser respondido com sabedoria, ânimo, disposição e muita gratidão pelo privilegiado do momento, o pai.

Mas e mamãe, ela não pode ensinar? Claro! Ela tanto pode quanto deve, afinal seu papel é AUXILIAR, porém, a direção vem do sacerdote do lar. Quando, por alguma razão, o marido está impossibilitado, seja por trabalho, viagem ou doença, a esposa contribui.  Quando Felipe, meu marido, estava no seminário, ele saia de casa às 4h.30 e retornava depois da meia noite e isso de segunda à sexta feira. Como ele poderia dirigir os cultos domésticos? Não poderia. Então, durante esses dias, os meninos e eu estudávamos a Palavra; mas no final de semana, lá estava ele, no comando do grupo. Uma outra contribuição que as mãos delicadas de uma mãe podem dar é organizar o ambiente, preparar o material, separar as atividades, pensar numa música ou um vídeo ou uma brincadeira; facilitar, essa é uma boa palavra.

Não quero que pensem com isso que estou dizendo que mulher é incapaz, não, não. Quero que coloquem novos óculos e enxerguem a ordem privilegiada que Deus deu ao homem da casa: a condução de algo extremamente importante.  Criar os filhos na admoestação do Senhor não é um fardo, é um doce prazer. 

Pode ser que neste momento sua tropa não esteja bem organizada, seus soldados estejam dispersos e o comandante, fora de forma. Não fiquem parados; é necessário um começo e creiam, Deus os ajudará. Temos que estar preparados, revestidos da verdadeira armadura de Deus, firmes. Nossa luta não é contra o tempo, ou a falta dele, nem mesmo cerraremos os punhos num combate com a pouca habilidade, não! Paulo deixa claro que é mais que isso; “nossa luta é contra os dominadores desse mundo tenebroso, as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Efésios 6.12). Definitivamente, isso é sério!

Lembram-se do pequeno Salomão de quem falamos ali em cima? Deus fez com seu pai, Davi, uma aliança: Quando a sua vida chegar ao fim e você se juntar aos seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, e eu estabelecerei o reino dele. Será ele quem construirá um templo para mim, e eu firmarei o trono dele para sempre. Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul. Eu o farei líder do meu povo e do meu reino para sempre; seu reinado será estabelecido para sempre’. “ (I Crônicas 17.11-14 NVI). Hoje, podemos experimentar essa mesma estrutura de relacionamento em nossa família: de Deus para nós, pais, e de nós para nossos filhos. Portanto, com os corações cheios de fé, sigamos firmes na certeza de que nada será em vão.

Que tal convocar o general, tirar a poeira da armadura e preparar a espada? A hora da batalha chegou e não podemos deixar nossos soldados sem comando. Todos prontos? Então: “Marchem”!

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